Siderurgia - Palestra HipHop e Cidadania | Relatório


PALESTRA HIP HOP E CIDADANIA

No passado Domingo, 29 de Julho de 2018, a Siderurgia Núcleo do Hip Hop promoveu um debate com o título: Uso da Música para a Promoção dos Deveres Cívicos e Políticos do Cidadão.
Verificou se o retorno do Activismo do colectivo Siderurgia, tivemos como palestrantes o jurista Dr. Fáuzio Fernandes, o docente Emílio Cossa, a poetisa Énia Lipanga e rapper e Messiah. A palestra
tinha como objectivo de partilhar com os participantes em geral e de forma particular os jovens e adolescentes em idade escolar, matérias de como se pode utilizar a música para promover o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais previstos pela constituição da República de Moçambique, em especial o direito a Educação.
O evento iniciou com a apresentação das comunicações propostas pelos oradores. Neste âmbito, o Dr. Fauzio Fernandes, que também é Dj e é conhecido no meio artístico como Dj Asnepas abordou o tema “O que é a Constituição da República? ”, o Emílio Cossa, debruçou-se sobre o tema “Temos que ir à Escola: Uso da música Rap para a promoção da Educação como direito e dever cívico” e a Énia Lipanga sobre “A presença da Mulher na Cultura Hip Hop”.

Apresentadas as comunicações, abriu-se espaço para a sessão de perguntas e respostas. O debate foi bastante aceso, sobretudo a intervenção da Énia Lipanga suscitou alguma “algazarra” naquela sala, falando sobre o “assédio” , assédio sofrido pelas mulheres no seio da Comunidade Hip Hop. Segundo esta, as mulheres têm muito talento mas que, infelizmente, vêm sendo assediadas por rappers, produtores e produtores, que chegam a propor sexo em troca da promoção artística.
Tivemos ainda declarações polémicas um jovem da plateia que afirmou em resposta às palavras da Énia que as mulheres é que se “entregam” para ter “captação” de graça, este acrescentou ainda que, na sua perspectiva, o Hip Hop não é para mulheres. O Dr Fausio afirmou que é o Dj de Rap mais bem pago de Moçambique, tivemos um testemunho de um Director Pedagógico que se declarou ser apenas ouvinte e espectador de Rap. Énia Lipanga questionou e convidou a todos rappers para que valorizem o Hip Hop passando a trazer as suas filhas, mulheres e namoradas para eventos de Hip Hop, sugestão bem aclamada por todos.
Passada esta fase, o Messiah apresentou o seu álbum “As obras de um destino incerto” e, posteriormente, os presentes tiveram a oportunidade de discutir o conteúdo do disco e de interagir com o artista. No final do debate, procedeu-se à abertura da exposição de artigos de Hip Hop que incluíram CDs, T-Shirts, bonés, obras de Artesanato e etc. Na exposição foram expostas obras dos rappers K7s Azuis e Messiah, tivemos também expostas as obras dos artesãos Ras X e Emílio Luís Liango.
Deu para medir mais uma vez o pulsar do Nosso Hip Hop, este debate foi o 1 de muitos que serão promovidos pela Siderurgia visando reflectir e buscar soluções para várias questões do nosso Hip Hop.
A Siderurgia é constituída por Epodez (Rapper, Promotor e Vídeo Maker), Magus (Professor, Escritor e Palestrante), Fu (Beatmaker, Band Performer, Dj, Graphic Designer, RadioHost), Bathist (Rapper, Escritor, Palestrante, Roteirista), AG’sa (Activista, Escritor, Apresentador), Nyimpini Khosa (Sociólogo, Antropólogo, Activista e Rapper) mais informação consulte a página Siderurgia - Núcleo do Hip Hop, www.siderurgia.tk.





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